Produtores gaúchos preparam plantio das culturas de inverno
Enquanto grãos como soja e milho alcançam reta final de colheita, canola e aveia-branca começam a ocupar o solo no Rio Grande do Sul
Publicado em 15/05/2026 às 09:41
Capa Produtores gaúchos preparam plantio das culturas de inverno

O setor agrícola gaúcho vive um período de transição com o encerramento da safra de verão e o início da implantação das culturas de inverno. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira, 14 de maio, o plantio da canola e da aveia-branca já foi iniciado, embora em ritmo moderado devido às precipitações recentes.

As chuvas, apesar de garantirem a reposição hídrica do solo, dificultaram o avanço das máquinas e geraram alertas sobre a uniformidade na emergência das plantas. No caso da canola, há uma tendência de expansão da área cultivada, servindo como alternativa econômica ao trigo e opção estratégica para rotação de culturas.

Cenário das culturas de inverno e desafios climáticos

Para cereais como trigo e cevada, o cenário é de cautela. O período é de entressafra e preparo de solo, mas fatores econômicos, como o alto custo de fertilizantes e restrições de crédito, indicam uma possível redução na área de plantio em comparação a 2025.

Além disso, o prognóstico de atuação do fenômeno El Niño aumenta a percepção de risco para a cevada, devido à maior probabilidade de doenças causadas pelo excesso de umidade.

Já na aveia-branca, a expectativa é de manutenção da área, com foco tanto na produção de grãos quanto na forragem para alimentação animal, embora o investimento tecnológico siga limitado pelos custos de produção.

Finalização da colheita de verão apresenta alto rendimento

No âmbito das culturas de verão, a soja atinge 95% da área colhida, apresentando uma produtividade média estimada em 2.871 kg/ha. O milho também está em fase final, com 94% dos trabalhos concluídos e rendimento satisfatório de 7.424 kg/ha.

O arroz irrigado destaca-se pelo excelente desempenho, com mais de 98% da área colhida e grãos de alta qualidade industrial.

O feijão de segunda safra segue com colheita gradual, alcançando 37% da área total, beneficiado por condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento das vagens e a uniformidade das plantas nesta fase final do ciclo produtivo.

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