O setor agrícola gaúcho vive um período de transição com o encerramento da safra de verão e o início da implantação das culturas de inverno. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira, 14 de maio, o plantio da canola e da aveia-branca já foi iniciado, embora em ritmo moderado devido às precipitações recentes.
As chuvas, apesar de garantirem a reposição hídrica do solo, dificultaram o avanço das máquinas e geraram alertas sobre a uniformidade na emergência das plantas. No caso da canola, há uma tendência de expansão da área cultivada, servindo como alternativa econômica ao trigo e opção estratégica para rotação de culturas.
Cenário das culturas de inverno e desafios climáticos
Para cereais como trigo e cevada, o cenário é de cautela. O período é de entressafra e preparo de solo, mas fatores econômicos, como o alto custo de fertilizantes e restrições de crédito, indicam uma possível redução na área de plantio em comparação a 2025.
Além disso, o prognóstico de atuação do fenômeno El Niño aumenta a percepção de risco para a cevada, devido à maior probabilidade de doenças causadas pelo excesso de umidade.
Já na aveia-branca, a expectativa é de manutenção da área, com foco tanto na produção de grãos quanto na forragem para alimentação animal, embora o investimento tecnológico siga limitado pelos custos de produção.
Finalização da colheita de verão apresenta alto rendimento
No âmbito das culturas de verão, a soja atinge 95% da área colhida, apresentando uma produtividade média estimada em 2.871 kg/ha. O milho também está em fase final, com 94% dos trabalhos concluídos e rendimento satisfatório de 7.424 kg/ha.
O arroz irrigado destaca-se pelo excelente desempenho, com mais de 98% da área colhida e grãos de alta qualidade industrial.
O feijão de segunda safra segue com colheita gradual, alcançando 37% da área total, beneficiado por condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento das vagens e a uniformidade das plantas nesta fase final do ciclo produtivo.
Publicado por
