Foto de Divulgação | CBMSC
Com o declínio das temperaturas no Sul do Brasil, a procura por métodos de aquecimento doméstico intensifica-se, elevando também os riscos de sinistros em residências. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) emitiu um alerta sobre a necessidade de prevenção e manutenção constante de equipamentos térmicos.
Dados da Divisão de Investigação de Incêndio (DINVI) revelam que houve um aumento de cerca de 10% nas ocorrências ligadas a fontes de calor entre 2024 e 2025, com destaque para o uso de lareiras, cobertores térmicos e, principalmente, fogões a lenha.
O período compreendido entre os meses de maio e julho concentra o maior volume de registros, chegando a triplicar em relação aos meses mais quentes devido ao uso severo de sistemas de calefação.
A Serra catarinense, por ser a região com as menores temperaturas do estado, lidera as estatísticas de incidentes. Conforme o major Tadeu Luiz Alonso Pelozzi, chefe da DINVI, a segurança das famílias depende diretamente da instalação correta e da supervisão dos aparelhos, visto que 12 pessoas sofreram ferimentos em decorrência desses incêndios nos últimos dois anos.
Orientações de segurança para o ambiente doméstico
Para mitigar os riscos, os bombeiros recomendam o distanciamento rigoroso entre fontes de calor e materiais inflamáveis, como cortinas, estofados e tapetes. É fundamental realizar vistorias periódicas em chaminés, dutos e fiações elétricas, evitando adaptações improvisadas ou sobrecarga em tomadas.
A corporação orienta ainda que nenhum equipamento de aquecimento deve permanecer ligado sem vigilância e que a população deve estar atenta a sinais de irregularidade, como odores de queimado ou faíscas, sempre respeitando as diretrizes técnicas dos fabricantes.
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