Argentina Campeã, consagração de um Gênio
Publicado em 23/12/2022 às 10:45h
Capa Argentina Campeã, consagração de um Gênio

A Copa do Catar acabou dia 18/12 numa partida fantástica digna do espetáculo que é protagonizado por duas fortes e tradicionais seleções, Argentina e França.  Com ela surgirão novas tendências para o futebol mundial e lições que precisam ser aprendidas. Numa destas lições podemos analisar a campanha fantástica da campeã Argentina durante toda a competição e a atuação de seu capitão.


Os campeões chegaram mais uma vez dividindo o favoritismo na competição pelo elenco, pela campanha invicta de mais de 3 anos e pela grande tradição que possuem aliando a qualidade com a atitude sanguínea que é bem particular deles, além de um Gênio (Lionel Messi). Mas que após uma má estreia apareceram dúvidas e dificuldades na capacidade de atingir os objetivos.


No primeiro jogo da competição, em que a Argentina estava em vantagem já no início (gol de Messi de pênalti) num jogo administrado na primeira etapa, mas após o intervalo começou um show de horrores para eles, a Arábia virou a partida (num jogo de exceção) e “Los Hermanos” saíram derrotados.
No segundo jogo contra o México os argentinos tinham a obrigação de vencer, curar as feridas da estreia, buscar a confiança e superar as dúvidas criadas no primeiro jogo.  Uma partida muito truncada, mas onde a Argentina conseguiu a vitória importante. E ai surgiu algo fundamental para o sucesso argentino. Messi, chamando a responsabilidade da referência que é, jogando e fazendo os “meninos argentinos” jogarem (Enzo, Julián Alvarez e Mac Allister), sem pressão e com a confiança crescendo foi forjando a “força argentina”.


No terceiro jogo enfrentaram a Polônia vencendo por 2x0, também venceram a Austrália no terceiro jogo (2x1) (mesmo as duas em patamares diferentes, o jogo foi mais difícil que o esperado), depois superaram a sempre respeitada Holanda nos pênaltis 2(4) x 2(3), e decidindo a vaga para a final contra a Croácia, onde neste jogo os Argentinos mostraram a grande evolução e consistência bem superiores ao início da competição. 


Na final contra a França (equipe reformulada pelas lesões, mas sempre poderosa), a Argentina fez um começo de jogo avassalador onde Messi sendo o maestro e Di Maria o desafogo ofensivo.  Com a substituição de Di Maria os argentinos perderam força ofensiva, mas continuaram com a partida controlada contra uma França que não esboçava reação até faltar 10 minutos para o término. Mbappé faz de pênalti o gol, e um minuto depois empata o jogo, desestabilizando a Argentina, levando a partida para prorrogação (com mais um gol de Messi e Mbappé) e pênaltis onde a Argentina merecidamente sagra-se Tri Campeã Mundial e coloca definitivamente Messi como um dos maiores jogadores de todos os tempos.


Esse título tem nome: Messi, como em 1986 quando Maradona levou a equipe ao título, desta vez foi Lionel, mas com uma grande diferença. Ele foi o maestro e referencia técnica dentro de campo, mas muito mais que tentar decidir individualmente ele foi quem jogou e fez seus companheiros jogarem. Na dificuldade chamou a responsabilidade, tirando a pressão dos companheiros, principalmente os mais jovens que cresceram muito na competição. Foi o capitão, craque, líder, referencia e comandante, não para ser o destaque da competição, mas usar todo seu potencial e empenho para sua seleção crescer e conquistar o título.


Assim teve o reconhecimento mais do que merecido, mas não apenas por jogar e sim fazer sua equipe jogar, ajudou e foi ajudado, assim é o líder na essência em esportes coletivos, o individual potencializa o coletivo que fortalece o individual. Essa Copa será lembrada como a do Messi, mas foi conquistada não apenas pelo que ele jogou, mas pelo que fez para sua equipe jogar. Alguns podem até não torcer por nossos vizinhos pela rivalidade, mas temos que respeitar essa potencia futebolística que, com o Brasil e Uruguai, fazem o futebol sul-americano (mesmo enfraquecido) lutar em condições contra o resto do mundo, principalmente o futebol europeu na busca pela hegemonia mundial.
Lionel teve a humildade que a genialidade precisa para crescer, parabéns Argentina pelo título e por Messi.


Abraço!!!