Musculação e a execução perfeita
Coluna de Pedro Francke
Publicado em 13/02/2023 às 10:32h
Capa Musculação e a execução perfeita

Hoje quero falar um pouco sobre a execução dos exercícios na musculação, existem variedades enormes de exercícios e pequenas variações destes potencializam e modificam os resultados, então estas diferenças se dão também por uma execução melhor dos movimentos. Que pode não ser a mesma para todos os alunos por questões biológicas, clínicas e pelos objetivos desejados.
O resultado do treino é multifatorial, e isso passa pela sobrecarga (peso), amplitude, ativação muscular, tensão muscular e conexão mente-músculo por isso, quanto mais um exercício utilizar estes fatores melhor o resultado, mas quanto mais à execução ativá-los mais efetivo será este exercício também.

Para exemplificar de como esses fatores são importantes no supino, um exercício muito conhecido por pessoas que já tiveram algum contato com a academia, onde o aluno deita num banco e segura uma barra com peso estendida na altura do peito e ai faz a flexão e extensão desta. Neste exercício o músculo mais ativado é o tríceps, aquele do “tchauzinho”, localizado na parte posterior do braço, mas o resultado maior se dá no peitoral.
Bom, se a ativação do tríceps é muito superior não seria esperada uma hipertrofia maior? Por isso que o resultado é multifatorial a sobrecarga, amplitude, tensão muscular e até a conexão (sentir o músculo peitoral trabalhar mais que o tríceps) são superiores à ativação e por isso o maior resultado.

Mas na academia é possível ver muitas pessoas muito desenvolvidas muscularmente e com uma execução bem diferente da mais perfeita teoricamente, isto deve ocorrer, pois quanto “mais treinado menos treinável”, ou seja, um iniciante consegue bons resultados já no início enquanto que os experientes precisam variar as formas, aumentar a sobrecarga para quebrar o “platô de treinamento” (ponto onde os resultados ficam menos significativos). Ai se muda estratégias e métodos de treinos, aumenta a sobrecarga muscular e enfatiza outros fatores para conseguir progredir nos resultados. 

O que acho um erro, não cuidar as execuções quando se inicia a prática, pensar que gerar sobrecarga (pesos utilizados) apenas trará os resultados, quando isso ocorre a execução fica muito prejudicada, aumenta o risco de lesões e a recuperação entre os treinos, porque a sobrecarga é maior que o corpo está apto a receber e não conseguirá realizar o próximo treino por dor ou fadiga muscular exagerada.
Realizando e dando atenção à boa execução podemos ter bons resultados, mesmo não colocando muita carga, pois estaremos potencializando também os outros fatores influenciadores que melhoram os resultados, preparamos o organismo a receber melhor as cargas altas e assim possibilitando realizar treinos mais intensos com segurança.

A verdade é que treinar errado ou certo poderão trazer resultados, ainda mais quando iniciantes, mas a segurança, qualidade de vida, resultados prolongados ocorrerão conforme melhor o planejamento dos treinamentos. Até porque um grande fator para bons resultados é o volume de treinamento (quantos exercícios, treinos semanais, séries, repetições) e um treino mal realizado pode atrapalhar os seguintes quando geram uma sobrecarga muito maior que o corpo está apto a receber, enquanto que boas execuções potencializarão os resultados.

Quanto melhor a execução mais seguro e benéfico é o exercício, devemos ter em mente esse foco no início lembrando que precisamos levar em consideração a individualidade de cada aluno, assim desenvolverá uma base sólida e resultados para que posteriormente o organismo suporte grandes cargas de treino.
Abraço!!!