O mercado de créditos de carbono foi discutido em diversos espaços da edição deste ano de 2024 da Expodireto Cotrijal em Não-Me-Toque/RS. Dentre estes, destacam-se o acontecimento do 16º Fórum Florestal do RS, com ênfase na dinâmica das florestas em relação ao Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC-RS).
Em outro espaço debateu-se sobre a necessidade de regulamentação do mercado de carbono brasileiro, liderado por membros da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Porém, aparentemente a melhor novidade ficou por conta da palestra da presidente da Abcarbon – Associação Brasileira de Créditos de Carbono e Metano, que apresentou uma ferramenta inovadora neste mercado, que oferece agilidade e menores custos para os processos de inventário de emissões e de geração de créditos de carbono no Brasil.
A partir da utilização de imagens de satélite e inteligência artificial a Abcarbon consegue mensurar (inventariar) as emissões atmosféricas e os créditos de carbono gerados acima e abaixo do solo nas propriedades rurais. Assim, hoje com a ferramenta se consegue realizar a certificação por um custo aproximado de R$ 75,00 por hectare, e prazo de entrega de até 30 dias.
Ainda, com este mecanismo já se consegue certificar propriedades pequenas, com tamanho a partir de 10 hectares. No Brasil o crédito de carbono é praticado hoje por aproximadamente R$ 25,00. Assim, como em 1 (uma) hectare gera-se em média de 120 a 140 créditos de carbono, dependendo do tipo de vegetação, bioma, cultura, etc., este 1 hectare de floresta em pé pode render aproximadamente R$ 3.500,00 por ano ao seu proprietário.
A comercialização se dá por meio da oferta dos créditos de carbono na plataforma, onde a compensação do crédito se dá por uma empresa ou investidor que desejar adquirir os créditos.
