A CERTIFICAÇÃO ORGÂNICA E SUA IMPORTÂNCIA SOCIAL E AMBIENTAL
Artigo de Alexandre Hüller
Publicado em 30/10/2025 às 14:50h
Capa A CERTIFICAÇÃO ORGÂNICA E SUA IMPORTÂNCIA SOCIAL E AMBIENTAL

A crescente demanda por alimentos mais saudáveis, produzidos sem agrotóxicos e de forma ambientalmente responsável, tem impulsionado o movimento mundial pela certificação orgânica. Mais do que um selo de qualidade, a certificação representa um compromisso com a saúde, o meio ambiente e a sociedade, assegurando que o alimento chegue ao consumidor final livre de insumos sintéticos, agroquímicos e transgênicos, com adicional ainda de um respeito maior à biodiversidade e ao solo.

No Brasil, a Lei nº 10.831/2003 e o Decreto nº 6.323/2007 regulamentam o sistema de produção orgânico, que pode ser certificado por auditoria, por sistemas participativos de garantia (SPG) ou pelo controle social na venda direta.

Entre eles, o modelo participativo ganha destaque por envolver diretamente os próprios agricultores no processo de verificação, fortalecendo a confiança, o aprendizado coletivo e a cooperação entre produtores, técnicos e consumidores.

Iniciativas como a Rede Ecovida de Agroecologia, pioneira nesse formato no Sul do país, demonstram o potencial transformador dessa metodologia, que alia responsabilidade social, transparência e fortalecimento da agricultura familiar.

Na região de Santa Rosa e missões, destaca-se também o trabalho desenvolvido pela AREDE. Assim, além de garantir a autenticidade dos produtos, a certificação orgânica amplia o acesso dos pequenos produtores ao mercado, valoriza os saberes tradicionais e contribui para a construção de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis.

Dessa forma, certificação orgânica é mais que um processo técnico: é um instrumento de cidadania, que conecta campo e cidade e reafirma que o alimento saudável começa com o respeito à vida e ao meio ambiente.