A motivação nos esportes de combate é essencial. Na verdade, em toda modalidade esportiva, por ser uma atividade que exige o máximo do físico e do psicológico do lutador, a motivação é algo que deve ser trabalhado constantemente. Mas como podemos definir motivação? Bem, nada mais é do que uma intensidade colocada no esforço feito, o qual pressupõe um objetivo. A motivação é algo que passa pela subjetividade do indivíduo; logo, ela pode ser diferente de pessoa para pessoa, criamos um conceito pessoal para a motivação no decorrer de nossas experiencias. No entanto, segundo o psicólogo esportivo Weinberg (2017), podemos citar três visões principais sobre a motivação que se encaixam na maioria das pessoas, as quais seriam: A visão centrada no traço, a visão centrada na situação e a visão interacional. A visão centrada no traço da pessoa refere-se à motivação baseada na personalidade do indivíduo e de suas características pessoais, sendo o alvo as necessidades, objetivos e desejos do atleta, que o fazem andar em direção aos seus objetivos. Resumindo, tem a ver com aquilo que ele deseja.
Ao contrario dessa situação, temos a motivação centrada na situação, nas questões ambientais, nas relações em que a atividade ocorre, por exemplo, espaço adequado de treino ou competição, relação com os colegas de treino, professor que cria um ambiente propício para o desenvolvimento do atleta, etc. Essas são algumas das várias interações ambientais que podem influenciar a motivação do atleta. Já na visão interacional, nada mais é do que a junção das duas visões anteriores, reconhecendo a influência da personalidade do indivíduo e seus objetivos, juntamente com a influência da situação e do ambiente.
Existem formas de trabalharmos a motivação do atleta? Ou trabalharmos nossa própria motivação enquanto atleta? Ou para qualquer atividade que seja? A resposta é sim, certamente temos meios e estratégias de trabalharmos essa questão. Agora, se vocês esperam uma “receita de bolo”, ou frases motivacionais, sinto muito. O ser humano é dotado de subjetividade pura, isso por si só já é um desencadeador de diferentes métodos e estratégias para trabalharmos com a motivação, além do ambiente externo e situacional em que o indivíduo está inserido. Mas para iniciarmos esse processo uma autoanálise é sem dúvida o primeiro passo em direção a um estímulo de nossa motivação.
