A Anvisa (agencia brasileira que regula as medicações) aprovou em abril de 2025 a medicação de nome comercial Kisunla (donanemabe) para uso no Brasil. Trata-se da mais moderna linha de medicamentos para a doença de Alzheimer.
A doença cursa com acúmulo de proteínas danosas no cérebro, chamada proteína amilóide. Essa medicação tem a capacidade de destruir estas placas, algo que as outras medicações até hoje aprovadas não conseguiam fazer. Isso acaba mudando o curso da doença. Não é uma cura, mas essa mudança gera grandes esperanças de controlar uma doença que até então apresentava piora de forma inexorável.
Existem potenciais efeitos colaterais graves da medicação, sendo o principal deles o sangramento intracraniano. O acompanhamento deve ser rigoroso com sequência de ressonâncias para detectar precocemente as alterações indicativas da potencial complicação.
A indicação do uso da medicação também não é para todos os casos: apenas quadros mais iniciais, para pessoas que não usam anticoagulante e que possuem o acúmulo comprovado de proteína amilóide no cérebro. O exame necessário para a detecção destas placas hoje é feito, em nosso estado, na cidade de Porto Alegre.
Além destas questões logísticas, o grande limitante acaba sendo o custo, estimado em aproximadamente 180.000,00 reais por ano. O desenvolvimento e fabricação destas medicações é complexo, mas existe e move nossas expectativas em relação ao futuro. Com o uso será visto na prática se os resultados obtidos nos estudos iniciais será replicado. Estamos esperançosos!
