O presente artigo é totalmente distinto aos normalmente abordados pelo colunista.
O citado mercado, singelo adjetivo aos representantes da Faria Lima e Febraban, já precificou o atual mandato do governo Lula. Constituem fatores ao desempenho da economia, pelo que conhecemos, o desempenho do PIB, a inflação, a taxa de desemprego e os ajustes fiscais, entre outros.
Precificação é o atributo colocado a um determinado sujeito em virtude da conjuntura econômica. Não vou argumentar aspectos macroeconômicos, fica como lição de casa aos leitores(as) caso tenham interesse, inclusive com farto conteúdo na sua telinha de whatsapp ou youtube.
O animal EMA apresenta uma velocidade aproximada de 60 km / h. Uma galinha tem a velocidade aproximada de 14 km / h. Alguns anos atrás a taxas de juros básica da economia SELIC estava em 2% ao ano, permanecendo assim por um bom período de tempo. Hoje estamos acima de dois dígitos. A comparação é grotesca, afinal, um aumento de 7 vezes equipara-se às velocidades citadas.
O mercado já precificou as eleições de 2026. Caso o dólar não ceda abaixo dos R$ 6,00 e a inflação tenha o limite da meta, 4,5% ao ano, dificilmente haverá trégua ao desempenho da economia, mesmo que PIB e Taxa de Desemprego estejam em alta e queda, respectivamente. O foco está mesmo ao ajuste fiscal, e isso demanda negociações complexas ao parlamento, principalmente em virtude das emendas parlamentares, independentemente se hão recursos disponíveis para tanto.
Política é a arte da negociação, a arena consiste aos atores envolvidos, de um lado o Executivo, de outro o Legislativo. O piso está cercado de areia movediça, portanto muita cautela em cada passo. Governos petistas são hábeis em negociações em níveis elevados de argumentos, cedendo de um lado, avançando em outro lado, mesmo assim os resultados somente serão observados no médio prazo. É bom por as barbas de molho.
Se o resultado do PIB 2024 andasse ao passo de siri ou ao voo de galinha, poderíamos dizer que o mercado estava certo e o governo falhou. Mas não é isso que acontece, por isso os olhos se voltam à inflação e ao ajuste fiscal. Estão errados, não, pois inflação impactam negativamente toda a população e o ajuste fiscal permite que o governo não amplie seu endividamento. Está aí, não ia falar de macroeconomia, mesmo assim não tive escolha.
2024 encerra com olhar em 2025, e não para trás, exceto a inflação anual. Além disso olhar a conjuntura econômica e política global também são bem vindos, especialmente aos atores envolvidos (temos parceiros nos BRICS envolvidos em conflitos armamentícios), portanto, não somente barbas de molho serão suficientes.
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As opiniões são de minha inteira responsabilidade
Adriano Kozoroski Reis
Economista
