Certa vez fui questionado por um amigo qual a minha tendência política, esquerda ou direita. Respondi a ele: se você considera que defender o trabalhador, o sistema de proteção social existente (aposentadoria, benefícios aos que se encontram em situação de vulnerabilidade), os sindicatos, é ser de esquerda, assim eu sou. Por outro lado, se você considera que defender a propriedade privada, a liberdade econômica, o capitalismo, a inovação, é ser de direita, então assim eu sou. O mais importante é o exercício da Democracia.
Ao longo da história o sistema econômico passou por profundas transformações, e as mais significativas que nos recordamos, a partir da primeira metade do século XX, a revolução industrial, a revolução comunista, o crash do sistema financeiro de 1929, duas grandes guerras, e ao final da segunda metade do século XX, a ascensão política econômica da China, a ruptura do Muro de Berlim, a consolidação da internet e, consequentemente, os sistemas de comunicações e informações. Evolução, talvez, mas certamente mudança. Nesse mundo o trabalho passou a exigir a profissionalização, a produtividade tornou-se o foco, e novas formas de remuneração prosperaram (por exemplo, a participação em lucros e resultados).
Oportunidades à prosperidade existem, do influencer até viver de dividendos advindos das empresas sem pagar um mísero imposto. Novos conceitos de prosperidade destacam-se, acesso a água potável, consultas, exames e tratamentos relativos a saúde das pessoas, acesso ao conhecimento via educação, segurança alimentar, lar residencial, tal qual a teoria das necessidades humanas conforme Maslow os quais norteiam os princípios da dignidade da pessoa humana. Outros modelos de prosperidade estão relacionados a convivência em paz aos indivíduos, respeitando suas crenças, construção de oportunidades, valorização e o reconhecimento da família.
Transformações consistem ao momento passado com a visão e inovação ao futuro, portanto ação obrigatória com o passar dos anos, desde que o mundo é mundo. Então, há defeito em esquerda ou direita? Olhar a prosperidade deve ser ao mesmo tempo observar a desigualdade, nas adequadas proporções, e ser de esquerda e direita relaciona a disputa de poder. Caso não opte por nenhum ou outro, evidencia o centro, que também enseja um pouco dos princípios e políticas de cada opção, ou nenhum deles.
O fluxo e dinâmica da política admite reflexão do indivíduo, resultando às opções disponíveis, entretanto, cada qual com suas soluções a todos os problemas existentes.
**As opiniões são de minha inteira responsabilidade. Adriano Kozoroski Reis, Economista.
