Olá pessoal, vamos trocar ideias verdadeiras.
Hoje vamos falar de propaganda enganosa. É fato que a propaganda é capaz de influenciar as pessoas, por isso, ela é uma ferramenta fantástica. Mas este influenciar, deve ter seus limites, como tudo na vida. A época do “vale tudo” acabou faz tempo.
Entre os anos de 1918 até por volta de 1939, os efeitos da propaganda foram estudados e surgiu aí uma teoria, a Hipodérmica ou da Bala Mágica. Acreditava-se que a mensagem midiática atingia, igualmente, como uma “bala” a todos os receptores. Isso provocava um efeito rápido e poderoso. Acontece, que o estudo foi feito entre as grandes guerras então, fica claro que a mensagem mexia com outros fatores emocionais do receptor e obviamente já foi superada e outras teorias vieram, porém não vamos entrar em detalhes agora.
Fiz a releitura da época para provar que era e é possível direcionar a população para praticamente qualquer direção que o comunicador queira. E é claro, naquele regime totalitário e de guerra, a mensagem era absorvida pela população com maior facilidade e percebeu-se aí, o poder de persuasão da propaganda e então, começou o “vale tudo” caso o conteúdo ajudasse a vender. Assim abriu-se as cortinas e surgiu a propaganda enganosa.
No Brasil, em 1970 a propaganda passou a ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação - CONAR. Contudo, o Código de Defesa do Consumidor surgiu apenas em 90. As regulamentações, consideram enganosa qualquer mensagem de caráter publicitário que induza o consumidor ao erro em relação a produtos e serviços, por omissão de informação ou contenha falsidade inteira ou parcial.
Ainda, existe a propaganda abusiva. Conforme o § 2°, é abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
Manipular é uma palavra forte, mas que anda em paralelo a propaganda. Saber manejar isso, é o que difere o profissional do malandro. Fiquemos atentos ao contratar e mais ainda ao fazer propaganda por conta própria.
Espero que tenham gostado e até a próxima.
Curiosidade
Bacana é ver o inverso disso em uma campanha publicitária. Olha só o comercial da Sprite nos anos 90. Imagem não é nada. Sede é tudo. Fica a dúvida, era apenas uma tática de diferenciação do produto ou uma crítica a televisão e publicidade para atrair os jovens da época a consumirem o refrigerante? Assista para relembrar, vale a pena.
