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O número de municípios gaúchos em situação de emergência devido à estiagem segue aumentando. Até o momento, 40 cidades decretaram emergência diante da seca que impacta severamente a agricultura, a pecuária e o abastecimento de água no Estado. Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 48 municípios já relataram problemas causados pelo déficit hídrico.
Santa Maria, um dos principais municípios do interior, foi uma das cidades mais recentes a adotar o decreto. Na zona rural do município, a estiagem já compromete lavouras de soja e milho, além da bovinocultura de corte e leite. Os prejuízos estimados chegam a R$ 67 milhões. Para minimizar os impactos, a Defesa Civil municipal distribui diariamente cerca de 100 mil litros de água para 742 famílias em bairros e distritos rurais.
A crise hídrica tende a se agravar nos próximos dias. Mata, São Pedro do Sul e Entre-Ijuís decretaram emergência nesta semana, enquanto Restinga Sêca prepara um decreto semelhante. Em Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo, um segundo caminhão-pipa foi acionado para atender à alta demanda de pedidos de abastecimento. Apesar de chuvas esparsas, os volumes registrados não são suficientes para recuperar os reservatórios.
De acordo com a MetSul Meteorologia, as previsões indicam que a estiagem deve persistir. As precipitações continuarão irregulares, com pancadas localizadas e risco de temporais isolados, o que pode beneficiar algumas áreas, mas sem reverter o cenário de seca na maior parte do Estado.
A previsão de calor extremo para o mês de fevereiro aumenta a preocupação no Estado, podendo agravar ainda mais a situação caso a falta de chuvas persista nos próximos dias.
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