Foto de Eduardo Valente/Secom
Santa Catarina foi o estado brasileiro que mais contratou imigrantes formalmente em 2024, somando 15 mil vagas preenchidas por estrangeiros no mercado de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged) e foram analisados pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc).
De janeiro a setembro, houve um aumento de 53% no saldo de contratações de estrangeiros em comparação com o mesmo período de 2023. As vagas são formais, com carteira assinada, e refletem a crescente participação de imigrantes na força de trabalho do estado.
Setores e áreas de destaque
O setor industrial foi o principal empregador, com 8,3 mil vagas ocupadas por estrangeiros, seguido pelos setores de serviços (3,4 mil), construção civil (1,2 mil) e agropecuária (171).
Na indústria, a área alimentícia liderou as contratações, com 4,2 mil vagas, das quais 3,3 mil em frigoríficos de carne suína e de aves, sobretudo em Chapecó, onde 2.011 estrangeiros ingressaram no mercado de trabalho no período analisado.
Outras áreas da indústria que se destacaram foram:
- Produção de equipamentos elétricos: 490 vagas, especialmente em Joinville.
- Confecção: 440 vagas, com foco em Blumenau, Pomerode, São Carlos e Palmitos.
- Produtos plásticos: 404 vagas, também com destaque para Joinville.
Perfil dos imigrantes
Entre as nacionalidades mais contratadas estão venezuelanos, argentinos, cubanos e haitianos. Muitos desses trabalhadores foram absorvidos por frigoríficos, ocupando funções como abate, desossa, processamento e identificação de produtos animais.
A fabricação de eletrodomésticos também foi um setor relevante para contratações, empregando estrangeiros como montadores de equipamentos elétricos e operadores de linha de montagem.
Cenário promissor
O relatório reflete a importância de Santa Catarina no acolhimento de mão de obra imigrante, com impacto positivo para a economia local. "A demanda por trabalhadores em setores essenciais e o aproveitamento da mão de obra estrangeira criam uma dinâmica de crescimento econômico e inclusão", destaca a análise da Facisc.
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